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(em) Amena Cavaqueira

...de amigos, para amigos e com amigos

(em) Amena Cavaqueira

...de amigos, para amigos e com amigos

receita: chouriço caramelizado

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Caríssimos, gostaria de iniciar este post com uma confissão. Os créditos desta receita não são inteiramente meus, são quase exclusivamente do meu Ídolo dos Tachos, esse Guru da Cozinha, Shakespeare das Receitas, de seu nome Jamie Oliver (parece que já estou a ouvir qualquer coisa do tipo "- Porque não o "nosso" Avillez ou o Sá Pessoa?!"), PORQUE NÃO, O BLOGUE É MEU! (bom, da Paula também...)

 

Quando digo "Os créditos desta receita não são inteiramente meus" é porque esta receita tem um ligeiro twist perpetrado pela minha pessoa, ou melhor, retirei um ou dois ingredientes à receita original. Não tenho a presunção de dizer que a melhorei mas conto com o vosso melhor juízo e requintado palato, no caso de a fazerem e/ou experimentarem.

 

Nota:

Esta receita, apesar de ter sido "roubada" serve, espero eu, para dar alguma coerência e credibilidade ao que vos disse num post anterior "...pois sou mestre em fazer petiscos".

 

Portanto e sem mais delongas, aqui vai...

 

 

 INGREDIENTES:

 

250 mg de Chouriço de Carne (com alguma gordura)

3 dentes d`Alho

2 ou 3 colheres de sopa de Mel

4 colheres de sopa de Vinagre Balsâmico

 

COMO FAZER:

 

  1. Cortar o chouriço em "cilindros" com cerca de 2 cm;
  2. Coloque-os numa frigideira antiaderente a alourar na própria gordura, virando-os de quando em vez, até ficarem crocantes (nesta primeira fase coloque-os na vertical, não os deite);
  3. Esmague os dentes d`alho com casca e junte ao chouriço;
  4. Adicione o vinagre e o mel em fio e deixe reduzir um pouco;
  5. Vá mexendo de quando em vez para não pegar.

 

Emprate ou "entabue" (acho que acabei de inventar esta palavra e por momentos senti-me um pouco Mia Couto)... bom, como estava a dizer, emprate ou "entabue" porque para além de dar um ar mais rústico parece que também sabe melhor, e acompanhe com umas generosas fatias de pão alentejano, com amigos, com conversas e um tinto (e não obrigatoriamente por esta ordem!).

 

ENJOY!

 

 

eu, Carlota, me confesso...

421314_2732982452419_772638430_n - Cópia - Cópia

Azenhas do Mar - Ericeira (Foto: "em modo automático")

 

Como a Bonsai e o paizinho Mike já falaram deles próprios, de mim, dos cães, dos gatos e dos periquitos, chegou a minha vez...

 

Posso dizer que aprendi da melhor e pior maneira (e esta última, agora, não é para aqui chamada), que o ser "de sangue" não valoriza o melhor dos currículos familiares.

Tenho a minha mãe (da qual sou uma versão MAXI) e o meu pai que, biológico ou não, são tudo para mim!

 

Vai fazer quase três anos que me mudei de malas e bagagens para Terras de Sua Majestade e, não há um único dia que passe, que não me orgulhe destes dois "marmelitos" (atenção, não se trata de nenhuma brejeirice ou palavra com segundo sentido, falo dos meus PAIS!).

 

Vou-vos contar, resumidamente, como conheci o "Mike"...

 

"Era uma vez uma rapariga de 16 anos que um dia, ao ter a infeliz ideia de querer fazer uma tatuagem, procurou quem lha desenhasse. E eis senão quando sua mãe, sabendo deste seu querer, lhe trouxe certa noite à esplanada onde se encontravam, um ser baixinho, anafadinho e a modos que palhacito, como sendo o Caravaggio lá do sítio.

Quando a rapariga se apercebeu, deu por si sem desenho e sem tatuagem, mas tinha ganho um "artista" a quem já considerava como um pai. FIM"

 

Honestamente vos digo que, tendo vivido até aos 16 anos somente com a minha mãe, nunca me passou sequer pela cabeça, partilhar a nossa relação com mais alguém. Digo-o também porque sei de antemão que a minha mãe, apesar de ser uma mina d`ouro onde se pode extrair o que de mais valioso uma pessoa pode dar, tem também um feitiozinho muito especial!

 

Estou agradecida por ter estas "criaturas" maravilhosas na minha vida. É um casal de meter inveja a qualquer outro. São felizes em todos os sentidos e com todos os motivos que a vida lhes dá, mas atenção, nem tudo é mel nesta Terra da Abundância porque, se o paizinho meter o pé em ramo verde e deixar sequer o Tupperware que tráz do almoço esquecido na mochila, o MUNDO ACABA!

(vou fazer uma pequena inconfidência, a mãe é uma Health Control Freak)

 

Façam como eu e pensem como diz "o outro", - Assim só se estraga uma casa...!

 

É um casal de malucos, bom, uma família de malucos, mas são tudo para mim, AMO-OS!

 

Chega destas lamechices, porque sei que o paizinho a esta hora já deve estar pior que o Bonga "- Tenho uma lágrima no canto do olho...", vamos a assuntos mais sérios ou a um assunto, a meu ver, particularmente sério... COMIDA!

Ó desgraça a minha quando vou a casa, quase rebolo (se deste modo ao menos poupasse nos transportes...!?). A Bonsai, faz a melhor comida que se podem lembrar (ponho as minhas mãos no fogo... e depois nos talheres e sento-me à mesa. Ahahah ). O paizinho faz o melhor "Chouriço com Mel" do MUNDO!

Tudo isto para vos dizer que depois se viram para mim e dizem "- Tu que és tão bonita, porque não fazes um Book Fotográfico e envias para uma Agência de Modelos?" (só se for para modelos de portuguesas à moda antiga onde o lema "gordura é formosura" só rivaliza com um farfalhudo bigode à Polícia Sinaleiro!).

 

Bom, voltarei em breve com mais peripécias deste casal disfuncionalmente maravilhoso! E pensem no que vos contei até agora como "um simples cheirinho numa bica".

 

 

 

 

 

 

uma tattoo

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 Loja do "Xenês" - Ericeira (Foto: Carlota)

 

Tenho tatuada numa perna a imagem de uma Carpa Koi que eu mesmo desenhei (modéstia à parte).

 

Fi-la conscientemente, tendo a perfeita noção que não permaneceria a mesma obra de arte quando atingisse a 3ª idade (eu, não a carpa), mas sim um carapau mirrado no meio de uma salada mista tropical banhando-se num rio de tempero.

Fi-la porque já me achava suficientemente crescidinho (41 anos) para não ter que dar cavaco a ninguém, porque teria capital suficiente para sustentar a evolução do "bicho" e porque teria estofo para não passar pela vergonha de cair num pranto, na marquesa da Tattoo Shop, durante a sua feitura.

 

Mas, continuando...

 

Foi passado uns tempos, e várias sessões de "tortura" epidérmica, que conheci a minha filha Carlota.

Conheci-a aos "quarentas", é certo! Não por a ter concebido e zarpado num qualquer navio rumo a terras distantes buscando um futuro mais risonho para o sustento de uma família agora em crescimento nem pela consequência de uma gravidez indesejada perpetrada por uma juventude inconsequente e ter fugido às responsabilidades, não! Conheci-a aos "quarentas" porque assim estava destinado, porque me faltava algo...

 

Não, não sou o pai biológico da Carlota, mas sim, é minha filha..., filha de coração!

 

Se tenho pena de não ter estado de mão dada com a Paula quando a Carlota veio ao mundo, claro que sim!

...de não a ter tido nos meus braços, com o receio de a "quebrar", como qualquer pai receia;

...de não lhe ter dado o primeiro biberão, a primeira papa finalizada com as clássicas palmadinhas para arrotar, bolçar a minha melhor camisa e mesmo assim rir-me a bandeiras despregadas;

...de não lhe ter mudado a fralda e feito aquele esgar de quem acabou de manusear algo do feliz cruzamento entre uma ETAR e uma Central Nuclear;

...de não a ter visto gatinhar pela primeira vez..., claro que sim!

Gostaria de ter "discutido" com a Paula, afirmando e jurando a pés juntos que as primeiras palavras da Carlota tinham sido "papá" e não "mamã".

 

Fique claro que tenho pena mas não o digo com qualquer tipo de mágoa ou falsos sentimentos.

 

Tudo isto imagino eu ter presenciado/experienciado e vejo hoje tanto o bebé que vi nascer como a mulher em que se transformou e que me orgulho. Como paizinho, como diz a Paula, ou como pai Miguel, como digo eu!

 

despertar, esse ato violento!

  

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  Imagem "tomada de empréstimo" do Google Images

 

07:30 - Toca o despertador;

 

JÁÁÁÁ???

Primo aquele botão que nos dá aqueles + 10 minutos de "tolerância" e volto ao sono dos justos.

 

07:40 - Toca a levantar;

 

A Paula faz-me companhia no "arrancar" do dia, apesar de estar, no que se costuma dizer between jobs ou melhor dizendo, no desemprego, faz questão de tomar comigo a primeira injeção de cafeína do dia.

 

Ainda solteiro, o acordar para mim era (e digo era porque desde que conheço a Paula tenho vindo a melhorar) um ato de violência pura, onde o b`dia rosnado entre dentes fazia parte do ritual matinal.

 

A Paula tem o acordar mais porreiro que conheço. Não vejo aquela "alminha" uma única vez carrancuda ou irritadiça ao acordar. O cabelo em desalinho parecendo um "ninho mal amanhado" é o único contraste...

 

Não me perdoaria se não acrescentasse a estes rituais matinais os nossos 4 patas, que a bem da verdade são no total 16 patas, entre gatos e cães, e que passo a apresentar: os gatos "Cherry" e "Mimo" e os cães (no caso cadela e cão) "Missanga" e "Maximus".

Desde que nos levantamos que a Missanga, a nossa "velhota" com treze anos, esperteza fora de série, apetite voraz e aparentemente interminável para tudo o que ela ache comestível, não deixa de "passarinhar" atrás de nós para todo o lado que vamos. Passados alguns minutos torna-se particularmente incomodativo o sistemático "matraquear" das suas unhas no chão, como se andássemos a ser seguidos por uma máquina de escrever. 

Não falta muito tempo até dizermos... -  Já para a tua cama! E lá vai ela para a sua almofada, ofendidíssima e decerto a pensar... INGRATOS!

O Maximus..., o Maximus é a nossa "mascote". É um Spitz Alemão Anão (coitado!) e acorda tarde, não sei se por ser pequenito (fez 4 anos há dias) ou por ser pura e simplesmente preguiçoso. Lá acorda, passa por mim como se eu não existisse, e vai dar os bons dias à "mãe", a Paula, numa espécie de celebração onde alia a dança aos alongamentos.

Os gatos..., esses por lá deambulam não ligando patavina a ninguém até ouvirem... - Saiam-me da frente, já vos avisei...!

 

Na mochila o Tupperware do almoço, a "sande", o iogurte, o télélé e as chaves, ...ah, já me esquecia, AS TRELAS, e lá saímos nós... 

A Missanga à frente o Maximus na sua peugada, a Paula e eu fechamos o grupo. A seguir a um rápido verter d`águas de ambos (falo dos cães, claro!), seguem que nem balas para os seus lugares cativos na esplanada do Café 59 do Sr. Nunes e do Augusto a aguardar, como se de um dado adquirido se tratasse, a sua bolacha "Maria".

Off Limits

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 Imagem "tomada de empréstimo" do Pinterest

 

A Paula não me deixa por os pés na cozinha!

Digo isto com algum pesar pois sou mestre em fazer petiscos. Bom, quando digo mestre digo, vá lá, mestrinho. Mesmo assim há que ter um pouco de consideração por quem quer levar a sua arte mais além.

 

Diz que é o seu santuário, e para mim com coisas sagradas não se brinca e por conseguinte achei por bem não mais insistir. Assim como assim a Paula cozinha melhor que eu, quero dizer, cozinha BEM MELHOR que eu! E partindo deste principio inabalável achei por bem quedar-me pela nobre função de provador oficial e até agora tenho-me dado bastante bem nesta minha nova "profissão".

"bonsai"

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 "Bonsai" (Desenho: Miguel)

 

Comecei o primeiro post por "A Paula e eu" por uma razão, a meu ver, simples. A Paula, a quem eu carinhosamente apelido de "bonsai" (e já irão perceber porquê), do alto do seu metro e meio, é enorme em tudo o que faz e/ou se propõe fazer. E no que diz respeito à arte do bem confecionar qualquer prato, upa! upa! Digo-o com toda a propriedade nos meus três dígitos de boa mesa acumulada.

 

O povo diz "Mulher pequenina, ou velhaca ou dançarina". A Paula é definitivamente dançarina, ...e cantora, ...e palhaça, ...e atriz, ...e principalmente faz-me rir!

 

A Paula é o meu "porto de abrigo". É um chavão, é! Devia ser EU o seu porto de abrigo, devia! É lamechas, até poderá ser, mas realmente também não quero saber. A mim o que me interessa é que me sinto bem perto da Paula!

 

A Paula gosta de falar, eu gosto de a ouvir (apesar de dizer que eu estou sempre a interrompe-la ).

 

A Paula é mais forte que eu e mais sensata.

 

 

A Paula é pequenina... mas é ENORME!

 

 

o Miguel...

 

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 Café Saudade - Sintra (Foto: Paula)

 

Falar do Miguel é fácil!

 

Como costumo dizer, "O Miguel entrou na minha vida para acalmar o bicho". O bicho é o meu pequeno mau feitio, e digo pequeno porque não posso ter muito neste metro e meio de gente, como costuma dizer o Miguel.

Bom, penso que o Miguel está a fazer um bom trabalho, mas não estou aqui para falar de mim...

 

O Miguel também não é perfeito! Tem as suas manias como qualquer um. Aquelas manias de muitos anos de vida de solteiro em que uma mãe e uma tia faziam tudo o que o "menino" queria, mas está, aparentemente, melhor.

 

O Miguel tem um coração do tamanho do mundo!

 

O Miguel é "palhaço"! E não me interpretem mal quando digo isto, à parte de ser uma profissão digna, o ser palhaço no Miguel dá-lhe um ar mais patusco e para além disso faz-me RIR e eu adoro-o por isso!

(agora vou cometer uma inconfidência, o Miguel tem um autentico pavor a palhaços, vá-se lá saber porquê!?)

 

O Miguel conta anedotas como ninguém! Minto, o Jorge, um nosso amigo, também é "pro" a contar anedotas, e então quando se juntam e estão inspirados, MEU DEUS!

No início o Miguel faz aquele número do "Ah e tal, agora não..." ou "Ah e tal, não me lembro..." ou ainda "essa não, é muito parva...", mas quando começa a desbobinar não há quem o agarre.

No caso das anedotas + picantes, com senhoras presente, o Miguel é mais comedido e até envergonhado, mas depois de um empurrãozinho o céu é o limite!

  

Como disse no início "Falar do Miguel é fácil!". O que é difícil é não gostar dele (bom, não seria meu marido se assim não fosse).

um começo...

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 Imagem "tomada de empréstimo" do Google Images

 

Olá! Este é o nosso primeiro post neste embrionário blog que pretendemos que seja, para quem o visitar, no mínimo "curioso".

 

A Paula e eu somos um casal decidido a arregaçar as mangas e a meter as mãos na massa nesta "coisa" dos blogs, não só para nos darmos a conhecer mas também com o intuito de divulgar o nosso gosto pela cozinha.

 

Pretendemos assim abrir as portas de nossa casa com o objetivo de juntar amigos/comensais para momentos inesquecíveis num ambiente descontraído onde a comida e a boa disposição serão reis.

 

Sabemos que este conceito não é inovador mas acreditamos poder sempre acrescentar algo.

 

 

Daremos mais notícias em breve...