Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(em) Amena Cavaqueira

...de amigos, para amigos e com amigos

(em) Amena Cavaqueira

...de amigos, para amigos e com amigos

Maximus…, o anão!

20150316_224358.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nome: MAXIMUS

Raça: Spitz Alemão Anão (COITADO!)

Idade: 4 anos

 

 

 

 

GOSTO…

 

…que me façam cócegas na barriga (como eu o compreendo!); 

…de bolachas “MARIA”; 

…de ir ao café; 

…de dormir entre a “mãe” e o “pai”.

 

NÃO GOSTO…

 

…que me soprem nas orelhas ou no focinho (acho que ninguém gosta); 

…que me incomodem quando estou a dormir; 

…que me pisem o pelo; 

…de ver a “mãe” beijar o “pai”.

 

 

O Maximus entrou na nossa vida, tinha ele 4 meses, e arrebatou-nos definitivamente o coração.

 

Estava eu e a Paula na esplanada do “59” (o café lá da rua) quando vimos nos braços da nossa filha Carlota uma bolinha de pelo preto de onde emergia o focinhito mais giro que possam imaginar. – a Sofia disse que não tem condições para ter o Bob (era este o nome do primeiro batismo) e ofereceu-nos…, podemos ficar com ele? – disse a Carlota.

 

Não posso dizer que fiquei maravilhado com a ideia, parecendo-me até um pouco exagerada, pois na altura tínhamos já uma cadela (Missanga) e quatro gatos (Cherry, Mimo, Kevin e Helen).

 

Desde os meus tempos de solteiro que o meu lema era: - “gosto de animais sim, mas os animais dos outros!” – tenho a plena noção que era do mais puro egoísmo, mas só a ideia de ter que levar o “canito” (no caso) debaixo de chuva e/ou frio e a qualquer hora do dia ou da noite, causava-me urticária por todo o corpo (e olhem que tenho muito "terreno"…).

Mas dizia eu, dois minutos volvidos desde o aparecimento daquela “bolinha de pelo” nos braços da Carlota, e apaixonei-me por ela (bom, também amo a minha filha, mas refiro-me ao cão).

 

O Maximus é a nossa coqueluche, é tipo o nosso urso de pelúcia preferido com pilhas Duracell (nunca tive nenhum, mas é o que se costuma dizer…), dá vontade de o beijar e apertar (até por vezes o pescoço, mas já lá vamos, não vamos queimar etapas).

 

DSC_0131~2.jpg

Como contei num post anterior, quando saímos à rua com o Maximus, e depois do xixizinho, parece uma bala em direção ao “59”, fareja cada pedra da esplanada à procura de uma réstia de pequeno-almoço deixada por alguém e depois fica à espera que cheguemos para lhe darmos a sua bolacha “Maria” – alerto para o facto de ser já a segunda vez, neste meu blog, que me refiro a este produto e à grande predileção que o meu cachorro tem pelo mesmo e não tenho obtido feedback da(s) entidade(s) produtora(s) desta marca de bolacha para o ofertarem com um pacotinho que seja (estou a brincar, e daí…).

 

Uma das coisas que ele não suporta, - devido à paixão que tem pela “mãe” Paula – é ver-nos beijar ou a trocar qualquer outro tipo de chamego. Ele ladra, ele salta à nossa volta, fica possesso. E quando está ao colo da Paula, bom aí nem convém chegar perto, emite um som entre o ladrar e o rosnar tipo Diabo da Tasmânia. Esta sua maneira peculiar de proteger a “mãe” causa-nos três problemas, em primeiro lugar faz perigar a nossa relação, em segundo a nossa relação com outras pessoas, em terceiro e pela maneira explosiva como ele reage, temos receio que o coração dele não aguente.

 

Adora que lhe façam festas e derrete-se, literalmente, com este tipo de coisa e faz uma expressão de plena satisfação. Depois, para se fazer engraçadinho, – como costumamos dizer – esfrega por completo o baixo-ventre na calçada fazendo uma espécie de moonwalk e está nisto até que um de nós o manda parar. Visto já não ter “pinhões” qualquer dia já nem sequer tem o “pau-de-canela” (estes são os nomes que damos às suas miudezas, vá-se lá saber porquê).

 

Agora que penso nisso, será essa a razão por que o tratam como sendo uma “menina” ou haverá outra explicação…?

 

DSC_0116.JPG

 

Nããããã…

 

“Mimi”, a Missanga

DSCN3864.JPG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nome: MISSANGA

Raça: (quase) “Westie”

Idade: 13 anos e 3/4

 

 

 

GOSTO…

 

…MUITO de comer (penso até que tenho “bicha solitária”); 

…da “mãe” Paula; 

…que me façam festas na barriga; 

…de fazer o que me der na “real gana”.

 

NÃO GOSTO…

 

…da tigela da comida vazia; 

…de cães que não conheço (e mesmo os que conheço…); 

…que gritem comigo.

 

 

Segundo a Paula, a Missanga é o feliz cruzamento entre um Street Dog e uma West Highland White Terrier, e digo feliz porque tem tudo o que há de esperto ou inteligente num rafeiro e um Westie (não desfazendo da esperteza e/ou inteligência da raça). Digo isto principalmente dos rafeiros, e em especial dos que (sobre)vivem na rua, e que por essa razão tendem a ter uma melhor e maior agudeza de sentidos.

 

Como estava a dizer…

A Missanga foi resgatada a um criador de “Westies”, que sabendo que a mãe tinha tido uma relação extraconjugal com o tal rafeiro, manteve a Missanga junto desta, – os irmãos tinham morrido à nascença – até lhe secar o leite e depois seria abandonada por não ser de raça pura!

 

O casal que a resgatou era amigo da Paula e ofereceram-lha, tinha a Missanga 2 meses.

 

A Missanga tem um feitio muito próprio, é obstinada, e não é pela idade que tem, segundo diz a Paula: – sempre foi assim – e não há nada que a demova (bom, talvez um grito ou uma eventual palmada).

 

Tem, tal como todas as nossas criaturas, uma autêntica veneração pela “mãe” Paula, segue-a para todo o lado, e quando a segue, o “matraquear” das suas unhas (atenção, falo das unhas da Missanga) parece uma máquina de escrever.

 

Sempre adorou e ainda adora correr e brincar (com mais limitações claro está), e se se apanha com uma bola ou até com uma pedra é como se lhe atirassem um bolo, é das melhores coisas que lhe podem dar. Se nestas alturas não estivéssemos atentos já teríamos em casa o suficiente para organizarmos um Worshop de calceteiro.

 

 image-91a5acf76f4d33fdd9b1c663605c10b3b8e8894b0149

  

É uma cadela adorada por nós e por todos os que a conhecem, e sei garantidamente, que quando chegar o seu dia, nos deixará um grande vazio no coração!

The Boss

 

402810_327588610605840_1973169755_n.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nome: KEVIN

Raça: Comum Europeu

Idade: 18 anos

 

 

 

GOSTAVA…

 

…de FIAMBRE;

…que me deixassem sossegado; 

…de FIAMBRE; 

…MUITO da “mãe” Paula.

 

NÃO GOSTAVA…

 

…que me faltasse o FIAMBRE; 

…que me agarrassem; 

…que me cortassem as unhas.

 

 

A Paula ouve miar na escada do prédio onde morava, na Av. Afonso Costa, abre a porta de casa para ver o que se passava e eis que entra porta adentro, que nem uma bala, uma coisa negra em direção ao quarto. Depois de recuperada do susto e chegada ao quarto, encontra deitada em cima da cama, aquela que viria a tornar-se a criatura mais fantástica que conheceu, o gato KEVIN, tinha ele 3 anos.

 

Com receio que pertencesse a alguém a Paula volta a pô-lo na rua, mas este arranhou de tal forma a porta de casa, que se viu “obrigada” a recolhê-lo.

 

No dia seguinte perguntou nas redondezas a quem pertencia mas sem sucesso. A partir desse momento passou a ser mais um membro da família.

 

O Kevin era de um negro profundo lindíssimo, tipo “asa-de-corvo”, e era dotado, como qualquer felino que se preze, de uma agilidade fora de série. Saltava sem qualquer dificuldade de armário para armário, e trepava pelos cortinados, sem estragar um que fosse, e andava pelos varões de um lado para o outro como se de um trapezista se tratasse.

 

Quando íamos de viagem, e nos preparávamos para arranjar as malas, virávamos costas, e lá estava ele dentro de uma delas olhando-nos como perguntando: - então, `tá no ir? P`ra onde vamos?

 

Sempre que íamos à casa de banho o bom do Kevin fazia-nos companhia. Debruçava-se no bidé, olhava para nós e miava para que abríssemos a água para ele beber.

 

Este gato era um SENHOR!

À mesa, sentava-se numa cadeira como qualquer um de nós, só se vendo a cabeça a virar de um lado para o outro, qual farol perscrutando o horizonte (no caso os nossos pratos), à procura de algo que lhe agradasse. Recordamos particularmente uma noite em que eu e a Paula jantávamos e o Kevin, como era seu apanágio, nos fez companhia à mesa. Após duas ou três “marraditas” no braço da Paula para que esta entendesse o seu interesse por algo constante no menu e lhe desse um pouco, mas apercebendo-se que esta ação não estava a surtir efeito e que para além disso acabara por ser enxotado, soltou um miado de desagrado, desceu do seu “trono” e foi procurar ajuda na minha pessoa sentando-se a meu lado.

 

Depois da surpresa inicial, escusado será dizer, que nos rimos a bandeiras despregadas (eu e a Paula, penso que os gatos não sabem rir…!).

 

 

Fez em junho passado um ano que nos deixou, vítima de doença (linfoma no intestino).

E antes que começasse realmente o seu sofrimento (porque não é fácil sabê-lo num animal e porque nada nem ninguém merece sofrer), a Paula levou-o ao veterinário para que o fizessem “adormecer”.

 

Muita luz para ti Kevin…

oratório #1

 

DSCN3809.JPG

 Oratório Santa Teresinha (cartão canelado e colagem – L 12 x A 15 x P 5)

 

 

Hoje inicio, aqui no blog, uma rúbrica de handmade stuff executada por moi-même. - é a globalização, estrangeirices é o que é…!

 

É verdade, para além do “fala-baratismo” que não sabia existir na minha pessoa, também executo algumas peças que me dão imenso gozo fazer.

Iniciei esta série de Oratórios com a Santa Teresinha, Santa da devoção da minha filha Carlota.

 Imagem1.jpg

 

 

 

 

 

 

boa noite…?

Cama.jpg“nóis” e a Arca de Noé (desenho: Miguel)

 

Pois é, pensavam que era fácil? É só olharem para esta representação das nossas noites para terem uma pequena ideia:

 

#1

A Missanga é a única, lá em casa, dona e senhora do seu leito.

 

#2

O Maximus, numa primeira fase, enfia-se debaixo da nossa cama e lá fica até lhe chegar o frio ao pelo. E quando isso acontece, sai e enceta um tipo de dança à volta da cama, um misto de pulos com gemidos, até que eu ou a Paula o puxamos ou então, quando vê que não lhe ligamos peva, salta para cima da cama. Antes de aninhar-se no meio de nós faz uma primeira incursão pelo lado da Paula depois pelo meu lado, para ter a certeza se realmente somos nós que ali estamos.

Se cometemos o “erro” de lhe fazer uma festa, o raio da bola-de-pelo já não sossega, ele esfrega-se, ele rebola, ele salta, ele emite uma espécie de grunhidos…, sim, é um cão estranho. Por fim lá tem que ouvir um grito, abafado que seja porque a noite já vai alta, e é nessa altura que ele se acalma e se aninha entre nós, “RAIS`PARTAM O CÃO!”.

 

#3

Os gatos, esses antes de irem para a “deita”, fazem uns sprints no corredor, um atrás do outro, saltam em seguida para a nossa cama, lambem-se uma dúzia de vezes e espojam-se aos nossos pés.

 

E nós…?

Nós assistimos repetidamente a tudo isto todas as noites, tal como no filme O FEITIÇO DO TEMPO…, e quando os nossos quatro patas terminam este ritual noturno e adormecem, eu e a Paula encetamos o nosso ato de “contorcionismo” por entre eles, encolhemo-nos o melhor possível para não os incomodar, porque se tocamos em alguma destas “criaturas” ouvimos logo o seu desagrado.

Sininho

Imagem1.jpg

Apresento-vos a Sininho!

 

Não é a célebre Sininho da história do Peter Pan mas também ela esteve nas mãos de um(a) Capitão Gancho e agora está feliz na Terra do Nunca.

 

A Sininho mora lá na minha rua, e é uma das amigas dos meus quatro patas caninos, a minha Missanga e o meu Maximus. É também mais um dos casos de maus tratos e abandono de animais neste nosso pequeno país à beira-mar plantado e dito de brandos costumes.

 

A Sininho a quem eu carinhosamente apelido de Ovelhinha Élfica (a meu ver a foto diz tudo…), é a cadelita mais carinhosa, meiga e ao mesmo tempo mais amedrontada que já vi (por razões óbvias).

 

Segundo reza a história, este ser “MONSTRUOSO” e “PERIGOSO” que aqui está, para além dos maus tratos a que foi sujeito foi abandonado, sendo pura e simplesmente atirado… – sim, leram bem, atirado – pela janela do carro do seu dono(a).

 

Não fora a alma caridosa que a resgatou e a entregou à Dra. Marta, da Vet-América, a Veterinária lá da rua e a Sininho estaria agora entregue à sua sorte ou, o mais certo seria, já não estar entre nós.

 

Ditou-lhe mais uma vez a sorte que fosse parar às mãos de uma nossa amiga, de seu nome Magui, senhora de coração enorme que trata a Sininho como uma filha.

 

Quando a Magui vai ao café a Sininho enfia-se debaixo da cadeira da sua dona a tremer de medo das PESSOAS que por ali passam não dos outros cães por maiores que sejam, é de meter dó!

 

Ultimamente tem-se ouvido falar em mais proteção de defesa dos animais. É bom, mas mais terá de haver e para além disso que se criem mecanismos para o cumprimento dessas leis.

 

 

Pág. 1/2