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(em) Amena Cavaqueira

...de amigos, para amigos e com amigos

(em) Amena Cavaqueira

...de amigos, para amigos e com amigos

The Boss

 

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Nome: KEVIN

Raça: Comum Europeu

Idade: 18 anos

 

 

 

GOSTAVA…

 

…de FIAMBRE;

…que me deixassem sossegado; 

…de FIAMBRE; 

…MUITO da “mãe” Paula.

 

NÃO GOSTAVA…

 

…que me faltasse o FIAMBRE; 

…que me agarrassem; 

…que me cortassem as unhas.

 

 

A Paula ouve miar na escada do prédio onde morava, na Av. Afonso Costa, abre a porta de casa para ver o que se passava e eis que entra porta adentro, que nem uma bala, uma coisa negra em direção ao quarto. Depois de recuperada do susto e chegada ao quarto, encontra deitada em cima da cama, aquela que viria a tornar-se a criatura mais fantástica que conheceu, o gato KEVIN, tinha ele 3 anos.

 

Com receio que pertencesse a alguém a Paula volta a pô-lo na rua, mas este arranhou de tal forma a porta de casa, que se viu “obrigada” a recolhê-lo.

 

No dia seguinte perguntou nas redondezas a quem pertencia mas sem sucesso. A partir desse momento passou a ser mais um membro da família.

 

O Kevin era de um negro profundo lindíssimo, tipo “asa-de-corvo”, e era dotado, como qualquer felino que se preze, de uma agilidade fora de série. Saltava sem qualquer dificuldade de armário para armário, e trepava pelos cortinados, sem estragar um que fosse, e andava pelos varões de um lado para o outro como se de um trapezista se tratasse.

 

Quando íamos de viagem, e nos preparávamos para arranjar as malas, virávamos costas, e lá estava ele dentro de uma delas olhando-nos como perguntando: - então, `tá no ir? P`ra onde vamos?

 

Sempre que íamos à casa de banho o bom do Kevin fazia-nos companhia. Debruçava-se no bidé, olhava para nós e miava para que abríssemos a água para ele beber.

 

Este gato era um SENHOR!

À mesa, sentava-se numa cadeira como qualquer um de nós, só se vendo a cabeça a virar de um lado para o outro, qual farol perscrutando o horizonte (no caso os nossos pratos), à procura de algo que lhe agradasse. Recordamos particularmente uma noite em que eu e a Paula jantávamos e o Kevin, como era seu apanágio, nos fez companhia à mesa. Após duas ou três “marraditas” no braço da Paula para que esta entendesse o seu interesse por algo constante no menu e lhe desse um pouco, mas apercebendo-se que esta ação não estava a surtir efeito e que para além disso acabara por ser enxotado, soltou um miado de desagrado, desceu do seu “trono” e foi procurar ajuda na minha pessoa sentando-se a meu lado.

 

Depois da surpresa inicial, escusado será dizer, que nos rimos a bandeiras despregadas (eu e a Paula, penso que os gatos não sabem rir…!).

 

 

Fez em junho passado um ano que nos deixou, vítima de doença (linfoma no intestino).

E antes que começasse realmente o seu sofrimento (porque não é fácil sabê-lo num animal e porque nada nem ninguém merece sofrer), a Paula levou-o ao veterinário para que o fizessem “adormecer”.

 

Muita luz para ti Kevin…